sábado, 2 de agosto de 2014

Banquete Caiçara no ribeirinho em Ponta Grossa

Pela cidade de Paraty - FLIPINHA
Por: Camille Rodrigues
 
 
 
Enriquecendo ainda mais nossa visita a comunidade de ponta grossa, os alunos e educadores da comunidade junto a comunidade vizinha do Mamangua, nos surpreendeu com uma recepção ainda mais calorosa.  Após, a leitura de poesias, apresentação de seus trabalhos e os desenhos com o autor Augusto Pessoa, fomos convidados a um singelo e simbólico “café da manhã caiçara.”

Quando entramos, logo nos deparamos por mais uma bandeira, bem na porta, confirmando o convite e demonstrando mais uma vez o carinho pelos visitantes.
 
Quando a porta foi a aberta, grande surpresa tomou todo o grupo. Uma ceia radiante, feita pelos próprios professores da instituição.

No café, o cardápio foi caprichado, tinha batata doce, bolo de fubá cremoso, paçoca de banana da terra, café feito com caldo de cana, ainpin e milho cozido, cará, sendo esses apenas o inicio da mesa, que se estendia com longo banquete.

De ponta a ponta, a mesa parecia que ia transbordar. Era bolo de cenoura, milho cozido, canjica, farofa de ovos, fruta pão, biju, cuscuz amarelo, pudim de pão, bolo de cana, a própria batata doce, pinho, banana cozida, angu com torresmo, e por incrível que parece tudo isso foi só o início desse grande banquete. 

Durante nosso café, os donos da casa, nos olhavam atentos, com os olhos brilhando, pareciam que estavam lisonjeados com nossa presença na comunidade.

O gosto real do café, foi comprovado pelo olhar de cada um deles. Quanta alegria os tomava, na verdade nos tomava, porque nós é que estávamos agraciados com tanto amor pelas nossas vidas. Fomos presenteados, e quando digo isso não me refiro ao rico café da manhã, mais a tudo que adquirimos enquanto pessoa neste encontro fabuloso, quanto crescemos e como foi importante para cada um de nós.

No encerrando do café, os educadores agradecera a visita do autor Augusto Pessoa, entregando a ele uma lembrança da cidade de Paraty, e logo pediram para que ele autografasse os livros das crianças, que por sinal ele fez com muito gosto.

Segue algumas fotos minhas, deste banquete caiçara. Por: Camille Rodrigues 
 
 

 
 

























 


terça-feira, 22 de outubro de 2013

Declaração Gratidão

Foto: Hugo Bastos


Ao Deus da minha vida sou grata 
Por ser a única explicação de eu e minha casa estarmos de pé 
O responsável por ainda existir sonhos em mim

TODAS as minhas necessidades em ti são supridas!
Nos desafios que o Senhor me concede, vivo a confirmação de que sou escolhida.
Então descanso em ti e me surpreendo com a grandeza de sua fidelidade!
Grata por habitar debaixo de suas asas!

Maravilhada, com todo carinho que tenho recebido 
Surpresa e como sempre com olhinhos brilhando 
Compartilho a emoção de comemorar mais um ano de vida!
Mais um ano repletos de sonhos, sorrisos e gargalhadas!
Obrigada seus lindos!

Camille Rodrigues
Texto poético e não jornalístico

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Festival de Teatro Autoral em Manguinhos

Festival de Esquetes Autorais da ONG ECOA
Por Camille Rodrigues
Grupo Rito - Por: Fábio Sousa


Realizado no mês de Setembro, na Biblioteca Parque de Manguinhos, o “Festival de Esquetes Autorais ECOA”, apresentou atrações para todas as idades. Produzido por estudantes de uma ONG de Teatro chamada ECOA, o evento reuniu um público diversificado, com moradores da comunidade, crianças, estudantes de teatro, diretores entre outros.

Com o intuito de levar à arte a comunidade, criando uma interação do teatro com moradores, o evento reuniu esquetes que trataram de temas atuais junto a nossa realidade e sonhos de criança, ganhando toda a atenção do público. Dentre os quesitos de escolha, estão melhor produção, melhor figurino, melhor atriz, melhor ator, destaque pela Celebração entre o público no final do espetáculo, melhor interação com o público e é claro o que não podia faltar, o Júri Popular, dando voz ao público e permitindo expor sua opinião.

O Júri contou com a participação de professores e ex-professores que já passaram pela ONG, como Gabriel Barros, Vanessa Meyer, Jairo Goulart, Thiago Cortez, Arthur Souza e Daniel Santa Maria . As esquetes apresentadas são de alunos e ex-alunos da ONG, escritas e dirigidas por eles. Cada grupo cuidou de tudo em sua apresentação, desde texto a cenário e figurino, fazendo com que essas fossem umas das partes mais cativantes do evento.

Entre os participantes está Melina Sousa, de 19 anos, estudante de Engenharia de Produção e estudante da ONG a 4 anos, após ganhar os prêmios de Destaque pela Celebração entre o público no final do espetáculo, Cenário, Trilha Sonora, Júri Popular, Direção, Melhor Ator (Lucas MIlato), Júri Técnico e o 1º lugar Geral do espetáculo, em uma entrevista exclusiva para nosso blog, nos contou um pouco da experiência de ter participado do festival:

1-O festival superou suas expectativa?

Melina Souza:  “Sim. Em particular já acompanhava um pouco do trabalho da produção, e sabia que fariam um trabalho eficiente. Mas o carinho e a dedicação do dia superaram o que eu poderia imaginar, rs.”

2- Qual foi a relação da sua esquete com o público? A esquete conseguiu alcançar todos os públicos alvos?

Melina Souza: Com o tempo, a encenação da esquete demonstrou pedir um diálogo mais direto com a platéia. Optamos por usar a projeção como uma forma de falar diretamente ao público, buscando arrematar nossa "mensagem", rs. E mais do que apenas por palavras, o entrosamento e a receptividade do público foram fundamentais para criar a atmosfera. Então sim, acredito que conseguimos alcançar nosso público, visto que o alvo era qualquer pessoa que estivesse disposta a partilhar desse momento conosco, rs.”

3- Qual foi a relação do elenco, com a proposta da produção de levar Festival de Teatro Autoral a uma comunidade?

Melina Souza:  Em projetos paralelos eu particularmente já tenho trabalhado com teatro em comunidades. Achei a proposta válida e altamente condizente com a ONG ECOA, idealizadora do Festival. Todos devem ter o direito ao acesso arte feita com dedicação e qualidade, e foi isto que pude ver em todos os grupos que passaram pelo festival.”

O Término do evento foi marcado por muita emoção. Crianças da platéia foram para o palco abraçar a produção, perguntando quando iam voltar, se teria mais na próxima semana, aproveitaram o palco para mostrar o que sabiam fazer, e começaram a cantar e dançar. 

Diante da emoção de ter participado da produção e ter sido Mestre de Cerimônia no evento, não pude conter minhas palavras e me permiti transbordar, ao tentar contar a importância que o evento teve em minha vida:
Por: Fábio Sousa
  
E  então eu transbordei

Emoção! Emoção! Emoção!

E os meus olhos voltam a brilhar
Trocando, experimentando, servindo
Me encantando 

Pertencimento, preenchimento, aprendizado
Gratidão! Gratidão! Gratidão!
E agora já anoitecendo, exponho meu interior
E permito esse meu transbordar
O abraço final sufocante, aqueles olhinhos brilhando
Me perguntando, quando eu ia voltar 

Emoção, Gratidão, Preenchimento 
Transformação!!!
E nasce um novo ciclo, com uma nova 
Camille Rodrigues, com ainda mais Brilho no olhar 
Não sei se eu permiti
Mas aquelas crianças me venceram
Também não sei como fizeram
Me agarraram, quase me derrubaram 

Me surpreenderam, me encantaram
E permaneço a transbordar
Ao lembrar de todo público
Não existe palavras para explicar 

Gratidão! Gratidão! Gratidão!
Uma nova Camille Rodrigues
O brilho dos olhos só a multiplicar
Se permita experimentar!
Se entregue! Se doe por inteiro!                            

E diante do meu transbordar
Ficou o grito
Gratidão! Gratidão!Gratidão!

Camille Rodrigues



Confira abaixo as fotos do Festival, por Fábio Sousa: